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Toda palavra cria destino.Algumas unem margens. Outras empurram pessoas para o vazio.

Algumas unem margens. Outras empurram pessoas para o vazio.



Vivemos tempos em que muitos aprenderam a citar Deus, mas poucos suportam viver a verdade diante d’Ele.


E talvez uma das dores mais silenciosas da maturidade seja descobrir que nem toda aparência de fé revela caráter.



A mentira quase sempre vence o primeiro momento.

Ela chega organizada, convincente, teatral.

A verdade, ao contrário, muitas vezes chega ferida, cansada e desacreditada.



Mas existe algo que o tempo nunca conseguiu sepultar:

a verdade não precisa correr atrás de memória, porque ela não teme ser lembrada.



Vivemos numa sociedade onde as máscaras se multiplicam nas redes sociais, nos discursos, nas fotografias felizes e até nas palavras aparentemente piedosas.

E talvez por isso tantas pessoas estejam emocionalmente cansadas: porque conviver com personagens destrói lentamente a confiança humana.



Há pessoas que usam a fé como linguagem, mas nunca permitiram que Deus alcançasse verdadeiramente o caráter.



E mesmo assim… eu ainda acredito nas palavras que constroem pontes.

Ainda acredito na dignidade silenciosa.

Ainda acredito que a verdade pode até perder aplausos no início, mas jamais perde a força do tempo.



Porque toda palavra cria destino.

E no final, cada ser humano acabará morando dentro daquilo que escolheu dizer e viver.



A mentira impressiona no palco.

A verdade permanece depois que as cortinas se fecham.



Porque há pessoas que aprenderam a falar de Deus,

mas nunca permitiram que Ele transformasse o próprio caráter.



Por Tania Castelliano 


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