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Honrar Pai e Mãe: Muito Além de Um Dia no Calendário

Mas o que realmente significa honrar pai e mãe nos dias de hoje?



Um dos mandamentos da Lei de Deus diz:


“Honra teu pai e tua mãe.”


Mas o que realmente significa honrar pai e mãe nos dias de hoje?


Será apenas um domingo no ano reservado para homenagear as mães?

Ou outro dia marcado para lembrar dos pais?


E eu me pergunto:

o que é, de fato, honrar pai e mãe?


Será comprar um presente?

Publicar uma fotografia nas redes sociais?

Escrever uma frase bonita?

Ou será algo muito mais profundo?


Hoje se comemora, entre aspas, o Dia das Mães.

E talvez esse seja um dia não apenas de homenagens…

mas de memória.

De consciência.

De reflexão.


Porque mãe não é apenas aquela que gera no ventre.

Mãe também é aquela que acolhe.

Que adota.

Que tira alguém das ruas.

Que protege.

Que alimenta.

Que sustenta emocionalmente um filho quando o mundo inteiro já desistiu dele.


Todo ser humano precisou de um útero materno para chegar a este planeta Terra.


E a ciência já comprova algo impressionante:

o DNA da mãe permanece enraizado no filho por toda a vida.


Há marcas invisíveis que o tempo não apaga.


Mãe é mãe.


Não importa se o filho acertou ou errou.

Se é do bem ou se se perdeu pelos caminhos da vida.

Uma mãe continua lutando silenciosamente pela vitória daquele filho.


Basta olharmos para Maria, mãe de Jesus.


Ela viu o Filho ser humilhado.

Ser perseguido.

Ser pregado numa cruz.

Viu o sangue escorrer entre chagas e pregos…

e permaneceu ali.


E naquele momento de dor, Jesus ainda clamava:


“Abba, Pai.”


Se Deus deixou como mandamento:

“Honra teu pai e tua mãe”,

então talvez devêssemos nos perguntar menos sobre o que recebemos deles…

e mais sobre aquilo que temos oferecido.


Porque muitos dizem:

“Minha mãe falhou.”

“Meu pai foi ausente.”

“Minha mãe me feriu.”

“Meu pai nunca me compreendeu.”


E não…

não é fácil honrar quando houve ausência, abandono ou dor.


Mas honrar nem sempre significa concordar com tudo.

Às vezes significa reconhecer a origem.

Reconhecer a vida.

Reconhecer que, apesar das falhas humanas, foi através deles que você chegou até aqui.


E talvez Deus permita certas dores justamente para nos ensinar a diferença entre mágoa e honra.


Porque honrar pai e mãe não é apenas entregar flores num domingo de maio.


Não é um presente caro.

Não é aparência.

Não é obrigação social.


Para uma mãe, muitas vezes o maior presente continua sendo algo simples:

um abraço sincero,

um beijo,

um telefonema,

uma presença verdadeira.


Neste Dia das Mães, talvez a grande pergunta não seja:

“Qual presente você comprou?”


Mas sim:


Você tem honrado aquela que lhe deu a vida?

Você ainda sabe amar enquanto há tempo?



Porque depois que o silêncio da ausência chega…

nenhuma homenagem consegue voltar no tempo.



Tania Castelliano


Escritora, educadora e fonoaudióloga. 


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