Honrar Pai e Mãe: Muito Além de Um Dia no Calendário
- amclaclitoraneasit
- 15 de jun.
- 2 min de leitura
Mas o que realmente significa honrar pai e mãe nos dias de hoje?

Um dos mandamentos da Lei de Deus diz:
“Honra teu pai e tua mãe.”
Mas o que realmente significa honrar pai e mãe nos dias de hoje?
Será apenas um domingo no ano reservado para homenagear as mães?
Ou outro dia marcado para lembrar dos pais?
E eu me pergunto:
o que é, de fato, honrar pai e mãe?
Será comprar um presente?
Publicar uma fotografia nas redes sociais?
Escrever uma frase bonita?
Ou será algo muito mais profundo?
Hoje se comemora, entre aspas, o Dia das Mães.
E talvez esse seja um dia não apenas de homenagens…
mas de memória.
De consciência.
De reflexão.
Porque mãe não é apenas aquela que gera no ventre.
Mãe também é aquela que acolhe.
Que adota.
Que tira alguém das ruas.
Que protege.
Que alimenta.
Que sustenta emocionalmente um filho quando o mundo inteiro já desistiu dele.
Todo ser humano precisou de um útero materno para chegar a este planeta Terra.
E a ciência já comprova algo impressionante:
o DNA da mãe permanece enraizado no filho por toda a vida.
Há marcas invisíveis que o tempo não apaga.
Mãe é mãe.
Não importa se o filho acertou ou errou.
Se é do bem ou se se perdeu pelos caminhos da vida.
Uma mãe continua lutando silenciosamente pela vitória daquele filho.
Basta olharmos para Maria, mãe de Jesus.
Ela viu o Filho ser humilhado.
Ser perseguido.
Ser pregado numa cruz.
Viu o sangue escorrer entre chagas e pregos…
e permaneceu ali.
E naquele momento de dor, Jesus ainda clamava:
“Abba, Pai.”
Se Deus deixou como mandamento:
“Honra teu pai e tua mãe”,
então talvez devêssemos nos perguntar menos sobre o que recebemos deles…
e mais sobre aquilo que temos oferecido.
Porque muitos dizem:
“Minha mãe falhou.”
“Meu pai foi ausente.”
“Minha mãe me feriu.”
“Meu pai nunca me compreendeu.”
E não…
não é fácil honrar quando houve ausência, abandono ou dor.
Mas honrar nem sempre significa concordar com tudo.
Às vezes significa reconhecer a origem.
Reconhecer a vida.
Reconhecer que, apesar das falhas humanas, foi através deles que você chegou até aqui.
E talvez Deus permita certas dores justamente para nos ensinar a diferença entre mágoa e honra.
Porque honrar pai e mãe não é apenas entregar flores num domingo de maio.
Não é um presente caro.
Não é aparência.
Não é obrigação social.
Para uma mãe, muitas vezes o maior presente continua sendo algo simples:
um abraço sincero,
um beijo,
um telefonema,
uma presença verdadeira.
Neste Dia das Mães, talvez a grande pergunta não seja:
“Qual presente você comprou?”
Mas sim:
Você tem honrado aquela que lhe deu a vida?
Você ainda sabe amar enquanto há tempo?
Porque depois que o silêncio da ausência chega…
nenhuma homenagem consegue voltar no tempo.
Tania Castelliano
Escritora, educadora e fonoaudióloga.



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